Artigos

Artigo de  Thiago Reis, publicado no G1 em 29/10/2017 

 

Perfil desejado se aproxima aos poucos do encontrado nos abrigos; já são 1.142 adoções em 2017. Novo cadastro, mais preciso e com mais informações, deve ser implantado em 2018. 

 

criança, que estão abertos a grupos de irmãos e que não querem apenas bebês cresce ano a ano no país. O resultado: o Brasil já registra, em média, quatro adoções por dia. Em 2017, são 1.142, segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção obtidos pelo G1.

Se em 2011 menos de um terço (31,9%) aceitava adotar crianças negras, hoje mais da metade (51,8%) diz não se importar com isso ao se candidatar a uma adoção no Brasil.Trata-se de uma mudança importante, já que quase 1/5 das crianças aptas à adoção é negra.

Um outro dado que revela uma transformação no perfil desejado é o que diz respeito à idade. Em 2011, apenas 6,7% aceitavam uma criança maior de 5 anos – percentual que pouco se alterou em 2014 (8,9%). Agora, no entanto, 20,2% estão de acordo com uma adoção tardia. Leia o artigo completo aqui.

Video do Adoção Brasil sobre como funciona o período de adaptação!

* Site - http://www.adocaobrasil.com.br
* Instagram - https://www.instagram.com/adocao_brasil
* Facebook - https://www.facebook.com/adocaobrasil

(Walter Gomes de Sousa – Psicólogo e Supervisor da SEFAM)

Uma das mais extraordinárias experiências vividas por quem atua na mediação de processos de adoção é constatar os efeitos emocionais, cognitivos e comportamentais na vida de crianças e adolescentes que passam a fazer parte de uma nova família.

As crianças e adolescentes que são cadastrados para adoção carregam complexos e sofrimentos históricos de violação de direitos perpetrados no antigo ambiente doméstico e, na maioria absoluta dos casos, por quem detinha a especial responsabilidade de lhes garantir proteção e segurança.
Uma das mais doloridas ocorrências que marcam indelevelmente a vida emocional de incontáveis crianças e adolescentes em regime de acolhimento institucional é a ruptura dos vínculos parentais com a família biológica. A interrupção dessa convivência com os entes parentais originários equipara-se à perda de alguém muito especial e significativo para a morte e as consequências emocionais decorrentes disso são desastrosas e traumatizantes.

Walter Gomes de Sousa 
Psicólogo e supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta

da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal

A celeridade e a finalização do processo judicial de adoção é o desejo de milhares de adotantes e adotandos em todas as comarcas brasileiras. A previsão de rapidez e agilidade dos feitos que tramitam no contexto da Justiça Infantojuvenil é objeto do Provimento 36 editado pela Corregedoria Nacional de Justiça na data de 24/4/2014. Há ênfase quanto à necessidade de os processos de adoção tramitarem com absoluta prioridade e de as equipes multidisciplinares do Poder Judiciário envidarem esforços no sentido de dar máxima celeridade na avaliação técnica nos processos de adoção e na reavaliação da situação jurídica e psicossocial de crianças e adolescentes acolhidos. A citada previsão se reveste de elevada imprescindibilidade haja vista estar em jogo o futuro de milhares de crianças e adolescentes acometidos por indescritíveis sofrimentos emocionais e psíquicos em razão de toda sorte de violação de direitos fundamentais, sobretudo a privação da saudável e afetiva convivência familiar.

 

FACE AnjosAmanhaA rede de voluntários Anjos do Amanhã procura profissionais com formação em cinema ou em direção de documentário com disponibilidade para um trabalho voluntário.
Conhece alguém na sua rede de contatos? Precisamos de apoio voluntário desses profissionais.

IMG 0052

semana adocao rj 2017

0

(artigo do Jornal Nacional - O globo)
Crianças aptas para adoção nem sempre são como os adotantes desejam.
Série do JN mostra a história de Vitória, com paralisia cerebral e adotada.

Adotar não é para todos. Ainda bem, não há tantas crianças. 

Adotar não exige mais amor, ou esforço, do que cuidar de uma criança. Exige um amor diferente.
Adotar não exige mais força ou abnegação do que cuidar de um filho biológico. É apenas diferente.

Publicado em G1dia 24/05/2017 - clique aqui para ver o original.

Adotar é um processo de construção que precisa de paciência e de apoio.
Série do JN mostra o desafio de dar um lar a irmãos ou crianças maiores.

Entre 2014 e 2015, quase 200 crianças adotadas foram devolvidas aos abrigos, em São Paulo. Nesta terceira reportagem da série sobre adoção, Graziela Azevedo mostra que adotar é um processo de construção, que precisa de paciência e de apoio.

Uma opção para candidatos a adoção é procurar crianças em outros municípios.

Não há varas em todos os municípios e comarcas, mas pode haver crianças disponíveis para adoção.

 

- Eles tem filhos?
- Não.
- Por que?
- Não podem, problemas de saúde.
- Então vão adotar. – complementa Kyra, desanimada.

fig1
Dia 3 de abril de 2017, foi promulgada uma lei em Brasília. Ela não muda muita coisa. Ela fala sobre adoção de crianças, principalmente sobre entrega de crianças para a adoção. A partir de agora, é obrigatório colocar um cartaz nos hospitais, dizendo que a entrega de filho para adoção não é crime.

Se você adotou, pensa em adotar, foi adotado ou quer saber como é adoção de crianças, veja. 
Lion - o filme
 

A lei define direitos e deveres do cidadão e do Estado. Adotar uma criança é um direito? É um direito de todos os cidadãos? Essa é a forma correta de entender adoção de crianças?

Não, não é.

Este não é um texto escrito por advogados, legisladores ou qualquer especialista. Este é o ponto de vista do Portal da Adoção. Temos a certeza de que há vários especialistas, de várias áreas, que conhecem do assunto e estão disponíveis para nos esclarecer suas posições, baseados no direito romano e outras vertentes.

Mas o Portal da Adoção acredita que adotar não é um direito.

Crianças são crianças, da mesma forma que mães são mães e palmito é palmito. Todos podem mudar de endereço, mas continuam sendo o que são: crianças, mães e palmito.

Essa é uma lição que as mães não devem esquecer.

“Quero adotar uma criança, mas precisa ser hoje, o mais rápido possível. Não quero, preciso, é necessário. Não posso esperar, quero adotar rápido, logo.”


Não, não precisa não.

 

Portal sai de férias.

Como todos os anos, agora o portal sai de férias e promete voltar em fevereiro. 

Aproveite e reveja nossos artigos esse ano.  

Abraços

 

(obs: se você quiser publicar um artigo seu, mande para nós que avaliaremos.)

Portal da Adoção

adocao-as-criancas

Tábata Morelo

 O dia em que ele chegou em casa parecia um dia de muitas horas, horas a mais. Não, não tinha nenhuma poesia nesse dia. A sensação era de violência, que tínhamos arrancado uma criança de sua zona de conforto, mesmo que o abrigo não seja o conforto que sonhamos para nossas crianças, era a zona de conforto que ele conhecia nesses seus 1 ano e 2 meses de vida. Um choro contínuo fazia os minutos irem mais lentos ainda e nossas dúvidas crescerem. Será que estamos fazendo a coisa certa? Será que a gente está precisando disso agora? A gente não estava tão feliz antes? Será que o nosso outro filho (de 1 ano e 6 meses) precisa passar por isso? Será que vamos dar conta desse, do outro e do que está na barriga?

menino-nuvem

Há muitos modos de uma família crescer. A maioria acontece aos poucos, como uma amizade que vira namoro, depois noivado e um dia se casam. É um fio que vira barbante, de barbante se transforma em corda, e depois fica mais forte. Ao longo dessa história vão aparecendo primos, tios, avós, amigos e tudo mais. Com tempo novas relações serão construídas. Nora, cunhado, amigo da esposa, etc. Depois podem vir netos e as cordas ficam mais firmes, mais grossas.

Às vezes um filho nasce. Leva anos até falar as primeiras palavras, e outros para dizer o que pensa. São muitos anos. Nos primeiros dias somos iguais a todos os adultos que trocam fraldas. Com o tempo a criança percebe que esse adulto é diferente dos outros. É diferente para ela. Existe uma corda ligando-os eles. Às vezes isso é bom, às vezes não é, mas ficará lá para sempre. Com o tempo poderá se alongar, ganhar distância ficar quase esquecida e invisível, mas estará lá.

Mas conosco será diferente.

- Por que você não adota?

- Eu? Nãoooo. Gosto de ajudar, mas adotar é mais complicado.

Rosa ouve a resposta, mas não parece disposta a desistir tão fácil. Teresa é voluntária no abrigo, onde as duas estão nesse momento preparando uma festa junina.

- É complicado. Tem que ser aprovado, a fila demora, não é simples.

- É simples sim. A habilitação é um curso, uma entrevista e uma visita, coisa rápida. A fila, sim, demora, mas para quem quer adotar bebês. Você quer um bebê? Você tá aqui arrumando festa para bebês?

- Eu tenho duas mães.

- Não, não tem.

- Tenho sim.

- Ninguém tem duas mães. Ela é sua avó. Eu tenho uma avó. A Chica tem duas avós. Avó pode ter muitas.

- Não, eu tenho duas mães. Mães mesmo.

Nos últimos meses recebemos alguns pedidos de informações sobre como adotar crianças da Síria. Este texto é para essas pessoas, para entender o que é adoção, como adotar de países estrangeiros e porque talvez isso não seja uma boa opção.

O desejo de adotar essas crianças talvez venha das imagens que aparecem de crianças em campos de refugiados, aquelas que são chutadas por guardas de fronteiras ou as que morreram nas travessias. São imagens fortes, de um mundo ruim.

Walter Gomes de Sousa

Psicólogo e supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da

Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal – SEFAM/VIJ-DF

 

 

Embora não seja regra, a desistência de uma adoção é algo possível de acontecer, apesar de todos os esforços preventivos que têm sido exaustivamente adotados pelo Sistema de Justiça Infantojuvenil para que isso não ocorra. Recentemente, no âmbito do DF, foi formalizada uma inusitada desistência adotiva de uma criança de apenas 3 anos e meio de idade. Os pretensos pais adotivos decidiram "desistir" da adoção invocando algumas razões absolutamente questionáveis: a criança fazia muita birra; não aceitava adaptar-se às regras do novo ambiente doméstico; não gostava de tomar banho; demonstrava ter muito ciúme do filho biológico do casal; aparentemente trazia uma carga genética negativa, que poderia prejudicar as novas relações parentais; e, como a pior de todas as razões alegadas, a infante seria uma pequena "monstra" (sic).

O acordo (uma estória de adoção tardia)

 

Essa não é a vida que eu queria.

 

Antes eu queria minha mãe antiga, numa casa boa, cuidando de mim e de meus irmãos. Queria que ela me levasse para a escola, olhasse meus cadernos, comprasse lápis e caderno. Que brincasse comigo e me deixasse brincar com as outras crianças da rua. Queria olhar pra ela e ver como eu seria quando fosse grande, igual a ela. Isso é o que eu queria, mas não quero mais. Não aconteceu e não vai acontecer. Esperei por muito tempo e apenas coisas ruins aconteceram. Eu não quero ser ela.

Você também queria que sua filha viesse de outros jeitos, mas não deu. Queria que eu não tivesse lembranças além de você me levando ao parque. Queria olhar para mim e achar o nariz do tio e os olhos da avó, mas eu não tenho esses olhos. Queria, pelo menos, que a cor fosse a mesma. Não é.

Matéria publicada no site Aleteia em 10 de dezembro de 2015. 


Das coisas que nunca esqueci como repórter foi uma entrevista num abrigo de crianças órfãs, em Brasília. A responsável me explicou que havia casos de crianças “devolvidas” depois de adotadas, porque simplesmente as famílias desistiam. Como assim? Uma criança não pode ser tratada como uma mercadoria “com defeito” que a loja aceita de volta!

Os motivos, segundo ela, eram do tipo: “eu descobri que estou grávida, por isso não quero mais” ou “eu não imaginei que ele me daria tanto trabalho”. Fiquei muito impressionada. Imagine a cabecinha de uma criança dessas? Ela me disse ainda que crianças assim voltam para o abrigo destroçadas. É preciso um longo caminho para que elas confiem em alguém novamente. Claro que esta não é uma situação comum, mas só de saber que existe…

 

 Atualmente, mais de 500 crianças e adolescentes esperam por um lar em Santa Catarina. De outro lado, segundo o Ministério Público, 3 mil famílias desejam adotar um filho. A maioria dos candidatos, no entanto, tem preferência por crianças recém-nascidas, brancas e saudáveis, como mostrou o RBS Notícias.

André Bernardo

  • 10 maio 2016
Foto: Arquivo pessoal
Após adotar quatro irmãos, casal criou associação para receber denúncias de pessoas LGBTI que se sentiram discriminadas no processo

Em um colégio da Zona Sul do Rio, a professora de Ciências conversava com a turma sobre peixinhos, reprodução e filhotes quando, de repente, Maria Clara levantou o braço e, do alto de seus quatro anos, rebateu a explicação: "Tia, isso não é verdade! Não nasci da barriga da minha mãe. Nasci do coração dela". Na mesma hora, sua melhor amiga engrossou o coro: "Eu também, professora!".

“Oi mãe.

Me disseram que você vai passar no abrigo. Me disseram que, talvez, quem sabe, você vai passar no abrigo. Então eu estou escrevendo essa carta pra você.

Eu era a Sheila.

Agora mudou. Agora sou Teresa, que nem a santa. Vou a igreja toda semana. É bonito, grande, a gente canta. É bonito mesmo.

Tô escrevendo para dizer que tá tudo bem, não precisa se preocupar. Tenho escola e casa. Bem melhor que o abrigo. A escola tem uniforme e a professora é muito bonita. Tem muitos cadernos e livros. Eu não gosto de ler. A professora disse que quando eu aprender vai ser mais fácil. Eu não gosto. As meninas da escola são legais. Elas têm um monte de coisas e as vezes emprestam.

Eu tô bem agora. Até minha tosse passou. As vezes volta, mas é bem fraquinha. Tem um xarope que eu estou tomando e vai resolver.

Então você não precisa mais se preocupar, nem vir pro abrigo. Eu tô bem”

 

Carlos Alberto com as filhas adotadas Vanessa e Valesca

 
Há sete anos o bancário aposentado Carlos Alberto Marques de Oliveira, de 63 anos, e seu companheiro, o professor André Luiz de Souza, de 42, adotaram duas meninas negras, na época com 5 e 7 anos, e com cinco irmãos. O casal faz parte de um grupo que, remando contra a maré, vem aos poucos ajudando a mudar o quadro da adoção no Brasil, onde a preferência é por bebês brancos, saudáveis, sem deficiência e sem irmãos, fazendo emperrar uma fila onde há quase seis vezes mais candidatos a pais do que crianças à espera de adoção — são 35 mil casais para 6 mil pretendentes a uma nova família. Esta semana, o grupo foi engrossado pelos atores Bruno Gagliasso e Giovana Ewbank.

O casal famoso, pais de Titi, de 3 anos, resolveu encurtar o caminho adotando a menina na África, onde o processo durou apenas um ano. No caso das meninas Vanessa e Valesca, hoje com 12 e 14 anos, respectivamente, a adoção foi obtida no mesmo tempo. Mas Carlos reconhece que seu caso foi uma exceção.

 

Novidades.

Esses vídeos recentemente incluídos em nossa lista de vídeos sobre adoção.

2016

Adoção Legal (01) - Jornal da Record

YouTube - Data:26/02/16 - Resumo: Série "Adoção Legal". Exibição: 15 a 19 de dezembro de 2014, no Jornal da Record (TV Record).
 

Adoção Legal 02 Jornal da Record

YouTube - Data:26/02/16 - Resumo: Série "Adoção Legal". Exibição: 15 a 19 de dezembro de 2014, no Jornal da Record (TV Record).

Adoção Legal 03 Jornal da Record

YouTube - Data:26/02/16 - Resumo: Série "Adoção Legal". Exibição: 15 a 19 de dezembro de 2014, no Jornal da Record (TV Record).
 

Adoção Legal 04 Jornal da Record

YouTube - Data:26/02/16 - Resumo: Série "Adoção Legal". Exibição: 15 a 19 de dezembro de 2014, no Jornal da Record (TV Record).

Adoção Legal 05 Jornal da Record

YouTube - Data:26/02/16 - Resumo: Publicado em 26 de fev de 2016 Série "Adoção Legal". Exibição: 15 a 19 de dezembro de 2014, no Jornal da Record (TV Record).
 

RESUMO DO NOSSO PROCESSO DE ADOÇÃO DA HABILITAÇÃO À CHEGADA DA NOSSA FILHA!!

YouTube - Data:25/01/16 - Resumo: A pedido de algumas pessoas estou gravando esse vídeo com um resumo do nosso processo de adoção, desde a habilitação até a chegada da nossa filha!!

2015

O Presente- uma história de adoção (Legendado)

YouTube - Data:25/11/15 - Resumo: História de adoção, provavelmente nos EUA.
 

Adoção de irmãos (Legendado)

YouTube - Data:25/11/15 - Resumo: História de adoção de irmão, provavelmente nos EUa.

2009

 

Adoção de 4 irmãos por casal homosexual em Ribeirão Preto

YouTube - Data:21/02/09 - Resumo: Adoção de 4 irmãos por casal homosexual em Ribeirão Preto

Saindo da casa de Dona Rosa, vai a família: o casal e a pequena menina, não mais do que oito anos, segurando nas mão do pai e da mãe. Parecem tranquilos, não felizes, mas tranquilos. Seguem pelo meio da vila, na direção da rua.
- Ela acreditou? - pergunta Marildes.
Rosa olha com certo espanto.
- Claro, por que não acreditaria?
- Por que você mentiu
- Não. Eu não menti. - respondeu Rosa, contrariada.

Essa é a revista Em Discussão, produzida pelo Senado Federal. emdiscussao

 

Ela mostra a visão do congresso sobre o tema da adoção. 

(artigo publicado no TJES (www.tjes.jus.br), em 08/01/2016 - clique para ver original)

A Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Espírito Santo inicia o ano de 2016 com uma nova campanha: “Entrega voluntária: a acolhida de mulheres que manifestam a intenção de entregar seus bebês para adoção”.

A ideia é conscientizar mães que não estão afetivamente aptas para vivenciar a maternidade, de que o ato da entrega voluntária dos bebês para a adoção é uma atitude legal e responsável, que permite à criança receber todo cuidado e amor de uma família.

(artigo publicado no CNJ, em 12/02/2016 - clique para ver original)

Evitar que recém-nascidos sejam abandonados e orientar a população sobre a entrega para adoção é o objetivo da campanha “Entrega voluntária: a acolhida de mulheres que manifestam a intenção de entregar seus bebês para adoção”. Iniciada em janeiro pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), a campanha visa informar mulheres que tenham engravidado e não se sintam aptas a ser mães que existe a possibilidade legal de entrega do filho para adoção.

O tribunal preparou uma cartilha, já disponível em seu site, para orientar as gestantes e realizará seminários e palestras com profissionais da rede pública sobre o tema.

enapa 19

Apresentação

A crescente preocupação e atenção voltada para a promoção e defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes trouxe um olhar cada vez mais cauteloso e especializado por parte da sociedade civil organizada e poder público nas três esferas do poder. Proporcionou o aumento de estudos acadêmicos abordando os vários aspectos da infância e adolescência; estabelecimento de parâmetros do seu papel e do papel do responsável por eles, incluindo o Estado por meio de suas representatividades governamentais; enfim, avanços legais e de políticas públicas trouxeram uma grande mudança de paradigmas marcados pela Doutrina da Proteção Integral, expressa na Lei n. 8.069/1990: o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.

Essa é a Sara do livro, A turma de Sara.

a-familia-de-sara

Clique para saber mais sobre o livro e a polêmica. 

(artigo publicado no CNJ, em 09/11/2015 - clique para ver original)


A causa da infância e da juventude obteve mais uma conquista na sexta-feira (6/11). Foram abertas cerca de 300 vagas no Programa Família Acolhedora, com o objetivo de ampliar o número de famílias dispostas a receber em suas casas crianças e adolescentes em situação de risco ou abandono. A iniciativa beneficia diretamente o trabalho das quatro Varas da Infância, da Juventude e do Idoso da capital, nas quais juízes poderão destinar um maior número de menores para ambientes familiares em vez de encaminhá-los a um abrigo.

(artigo publicado no CNJ, em 19/06/2015 - clique para ver original)

 

O apadrinhamento afetivo de crianças e adolescentes com poucas chances de adoção que vivem em abrigos no Distrito Federal tem proporcionado a esses jovens a convivência em família e o incentivo nos estudos. As crianças têm encontros quinzenais – geralmente passam o fim de semana na casa dos padrinhos –, fazem passeios e participam dos eventos da família. Tanto os padrinhos quanto os jovens são preparados previamente por meio da Instituição Aconchego, que coordena o programa de apadrinhamento afetivo com o objetivo de possibilitar a esses jovens a construção de vínculos fora da instituição em que vivem.

- No inicio o pessoal da Vara disse que podia mudar o nome. Agora estão criando caso.
Essa é Dona Estela, que vai adotar um menino chamado Jurandir, com seis anos e dez meses. Aparenta seus trinta anos, mas não está em seus melhores dias. Nervosa, irritada.
- Dona Estela, o que a senhora queria mudar? - diz Dona Rosa.
- O nome. Eu detesto aquele nome. É … do interior, capiau, jeca. Ele vai ter o nome do avô, Haroldo, que foi advogado.
- Jurandir, o nome é Jurandir.
- Detesto.

(artigo publicado no Acre ao Vivo, em 25/10/2015)


O Juízo Cível da Comarca de Sena Madureira e Ministério Público Estadual realizam nesta sexta-feira (23), no auditório do Tribunal do Júri do Fórum Desembargador Vieira Ferreira, na sede do município, o II Encontro Intermunicipal da Adoção. O evento contará com as presenças da juíza de Direito Maha Manasfi, da promotora de Justiça Patrícia Paula e da coordenadora do Núcleo de Apoio Técnico às Varas da Infância e Juventude da Capital, psicóloga Rutilena Tavares.


A ação faz parte da campanha “Adoção é Legal” e tem como objetivo reverter uma visão distorcida da adoção, sendo recorrente à prática da “adoção à brasileira”, bem como da “adoção direta”, situação em que a criança é entregue à família substituta diretamente pelos pais biológicos ou pelas instituições de abrigo, sem qualquer intervenção da justiça na avaliação das condições postas, restando-lhe apenas o papel de sentenciadora do ato em si da adoção.

(artigo publicado no CNJ, em 16/10/2015)

Um programa de assistência à criança e ao adolescente abrigados nas 18 unidades de acolhimento no Distrito Federal vem sendo desenvolvido há nove anos pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O programa Anjos do Amanhã reúne quase 200 voluntários de diversas áreas que atendem os menores, oferecendo desde a realização de consultas médicas, reforço escolar, até o apoio material, psicológico e jurídico às famílias. Além do atendimento, o programa prevê a ressocialização de menores. Muitos deles conseguem o primeiro emprego prestando estágio nas varas e tribunais superiores.

Publicado em OGLobo (oglobo.globo.com) em 09/08/2015


RIO - Recém-chegada ao novo lar, em São Paulo, a pequena Beatriz criou uma rotina: levantava de madrugada para ver se Armando e Katya Char estavam no quarto ao lado. Com medo de ser abandonada, ficava minutos parada diante da cama dos pais até ter certeza de que não sairiam dali. Beatriz, que hoje tem 7 anos, passou pelo primeiro processo de adoção aos 3, mas após um período de convivência com a antiga família acabou sendo devolvida ao abrigo. Aquela segunda rejeição em seu pouco tempo de vida aprofundou as marcas deixadas, antes, pelo abandono da mãe biológica.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/devolvidas-apos-primeira-adocao-criancas-superam-trauma-vivem-felizes-com-novos-pais-17131243#ixzz3oLPxZiTt


04/09/2015 16:30

Serviço Família Acolhedora oferece às crianças e aos adolescentes a experiência de convivência familiar e é uma alternativa a abrigos e casas lares


Brasília, 4 – “Nós somos guardiões dessas crianças”. É assim que Raniere Lima Dias, 46 anos, define o trabalho da família acolhedora. Há 17 anos, o empresário de Campinas (SP) e a esposa Silvia Helena Ferreira Dias se inscreveram no serviço, que tem por finalidade atender crianças e adolescentes que estão em medida protetiva.

Em 1998, quando acolheram a primeira criança, a família tinha apenas um filho. Passados os anos, a família cresceu. Hoje são três filhos e dez crianças acolhidas já passaram pela vida da família Dias. “A gente tinha a ideia de adotar, mas vimos na proposta do acolhimento uma maneira mais efetiva de ajudar um maior número crianças. E isso nos motivou a entrar no programa.”

Rogério Capela/PrefCampinas

(artigo publicado no Ministério do Desenvolvimento Social, em 04/09/2015 - clique para ver original)

 Os jogadores do Sport Club do Recife, time de futebol da capital pernambucana, entraram em campo no último dia 30 de agosto para a partida contra o Flamengo de mãos dadas com crianças que vivem em abrigos em Recife à espera de adoção. A ação, que também contou com exibição de um vídeo das crianças na Arena Pernambuco antes do jogo, faz parte da campanha “Adote um pequeno torcedor”, desenvolvida por meio de uma parceria entre a 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital, o time Sport Club do Recife e o Ministério Público de Pernambuco. A ideia é aproximar pessoas que desejam adotar crianças mais velhas, um dos maiores desafios para o aumento do número de adoções no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) da Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Claudiomiro foi devolvido. Estava com a família há dois meses, ainda em adaptação. Um dia a família foi ao abrigo com Claudiomiro e as malas. Ele não perguntou nada, não entendia o que estava acontecendo.

Na Vara, a família alegou muitas coisas. Disseram que Claudiomiro era mal educado, que sujava o quarto com lama, que não arrumava o armário, que respondia para os pais, que beliscou a filha do vizinho. A lista era longa.

(artigo publicado no CNJ, em 30/07/2015 - clique para ver original)

Para dar continuidade ao plano de implantação do Programa de Apadrinhamento Afetivo, a Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (CEIJ), a Vara da Infância e Juventude, psicólogos da FCRIA e representantes de Casas de Acolhimento participaram de mais uma reunião, no dia 28 de julho, para debater sobre a metodologia utilizada no processo de apadrinhamento.

(artigo publicado no CNJ, em 25/08/2015 - clique para ver original)

Há quatro meses o supervisor de call center Fernando Furquin não dorme direito, mas nunca esteve tão feliz. Ele e seu companheiro adotaram um casal de irmãos de oito e nove anos de idade, e Fernando obteve licença-maternidade para adaptar as crianças à nova família no primeiro quadrimestre após a adoção. Fernando é um dos 35 homens brasileiros que conseguiu a licença-maternidade em 2015, destinada a homens que adotam – sejam casais homoafetivos ou homens solteiros – e a pais de crianças cuja mãe morreu durante o parto. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que concede o benefício, atualmente apenas nove homens estão recebendo a licença-maternidade.

No abrigo havia uma bicicleta. Na verdade havia várias. Mas meu filho não andou nelas enquanto esteve lá. Talvez por que estivessem todas quebradas e ele não gostava de brinquedos quebrados. Uma vez fizeram uma grande doação de brinquedos para todos no abrigo. Ele recebeu um carrinho usado, muito usado na verdade. Não quis. Achou que não era justo, que parecia uma esmola. Seja pelo que for não quis o carrinho.

(artigo publicado no CNJ, em 21/07/2015 - clique para ver original)

O Juizado da Infância e da Juventude da Comarca de Fortaleza já registrou, em 2015, 18 adoções finalizadas e 22 em andamento, com guarda provisória concedida. Os números, relativos a pouco mais de seis meses, superaram os de 2014 e 2013, quando foram realizadas 17 e 14 adoções, respectivamente.

Segundo a chefe do Setor de Cadastro de Adotantes e Adotandos do Juizado, Gabriella Costa, o resultado ocorreu devido a especialização da 3ª Vara da Infância e da Juventude da Capital, ocorrida em junho de 2014. Desde então, a unidade passou a ser responsável pelo julgamento somente de processos cíveis, como pedidos de guarda e tutela, ações de destituição do poder familiar e requerimentos de adoção.

(artigo publicado no CNJ, em 21/09/2015 - clique para ver original)

O Projeto “Padrinhos”, desenvolvido pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, que tem o objetivo de incentivar o apadrinhamento afetivo de crianças que vivem em instituições de acolhimento no Estado, foi selecionado para ser divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O Projeto já foi implantado em 20 das 79 comarcas do estado e atualmente 100 crianças contam com diferentes tipos de apadrinhamento – voluntário, afetivo e provedor.

A iniciativa do TJMT, em andamento desde 2008 no estado, vai integrar o projeto da Unicef "Crescer sem violência: subsídios para a implementação de políticas públicas para a infância e adolescência". O projeto do Unicef consiste na divulgação de uma série de materiais – como cartilhas, manuais e vídeos, por exemplo – sobre diferentes temas ligados à proteção social de crianças e adolescentes.

(artigo publicado no CNJ, em 29/6/2015 - clique para ver original)

A burocracia ainda é o principal entrave ao processo de adoção no Brasil, cuja demora muitas vezes resulta nos chamados “filhos de abrigo”, ou seja, crianças que acabam passando sua infância inteira em unidades de acolhimento até atingir a maioridade. As regiões Nordeste e Sudeste apresentam processos de habilitação à adoção com menor tempo, enquanto no Centro-Oeste e Sul os processos de habilitação são mais demorados, atingindo tempos médios maiores do que dois anos. Esse é um dos principais resultados obtidos na pesquisa “Tempo dos processos relacionados à adoção no Brasil – uma análise sobre os impactos da atuação do Poder Judiciário”, encomendada pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ).

Todos que visitam Dona Rosa olham os porta retratos. São tantas crianças, tão diferentes. Há grandes e pequenos, sozinhos, grupos, fotos coloridas e preto e branco. São roupas de missa e cenas de festa. A maioria são fotos posadas, crianças arrumadas sorrindo para a câmera. Alguns grupos estão sérios, mas a maioria está sorrindo ou rindo mesmo. Sempre crianças.
Quase sempre. Alguns porta retratos possuem duas fotos, uma da criança, e outra de um adulto que um dia voltou para conversar com Dona Rosa. Tem também umas poucas fotos de famílias. Essas são fotos de muitos sorrisos. As mães sorriem, as crianças sorriem, todos sorriem. São sorrisos grandes, são fotos bonitas. Nelas está escrito adoção, nas famílias tão diferentes em cores e rostos, mas todos sorrindo.

É cada vez mais comum noticias sobre indenizações a crianças adotadas que foram devolvidas aos abrigos. O que começou há poucos anos como uma ação inovadora, já se mostra frequente.

Qualquer família pode ser obrigada a pagar indenização se desistir de adotar? Quando isso acontece?
Este artigo é para as famílias que estão considerando a adoção, para explicar o que está acontecendo nesses casos. 

Este texto fala sobre como uma Vara da Infância procura uma família para uma criança. Mas antes vamos esclarecer dois enganos frequentes: que o objetivo da Vara da Infância é achar crianças para as famílias e que todas as crianças no abrigo estão disponíveis para adoção.
O primeiro é sobre o objetivo desse trabalho.

Veja alguns dos melhores comerciais, nacionais e estrangeiros, que envolvem adoção.




O que vai acontecer no Dia Nacional da Adoção

Clique abaixo para saber o que aconteceu na semana da Adoção de 2015. 


Uma Adoção Consciente, Danças Para Celebrar O Dia Nacional Da Adoção, Vij/Df Celebra O Dia Nacional Da Adoção No Parque Da Cidade, Vitória Dia internacional da Família e Dia Nacional da Adoção, Goiania Dia Nacional Da Adoção – Caminhada, Uberaba - Corrida Rustica Beneficente Da Adoção, Encontro de Família Adotiva, Recife - Tenda e Caminhada, VI Encontro Anual Adoção Consciente, Comemoraração do Dia 25 de Maio DIA NACIONAL DA ADOÇÃO, Grupo De Rio Das Ostras - Promove Semana De Adoção, 6ª Caminhada Da Adoção, Tjrj Vai Promover Comemoração Ao Dia Nacional Da Adoção, Caminhada pelo Direito de Viver em Família, Chapecó - O ciclo da Adoção em Chapecó/SC, Café com Adoção, Xanxerê Palestra: Aspectos Jurídicos e Dúvidas sobre adoção, Iv Sinmpósio Do Dia Nacional Da Adoção - “Adoção, Amor Incondicional?", Piquenique Em Comemoração Ao Dia Nacional Da Adoção.

 

(Publicado por Associação do Ministério Público de Minas Gerais em novembro de 2012)

Cansados de esperar na fila do fórum, que leva até três anos e meio para encontrar um bebê do sexo feminino da cor branca, conforme o EM mostrou ontem, os casais recorrem a uma solução que provoca muitos debates: a adoção consentida. Em vez de buscar o filho nos abrigos, já destituído da família original, pegam o bebê diretamente com os pais biológicos, que desejam entregar o filho à adoção. Dessa maneira, a transação não é ilegal, mas precisa ser feita diante da equipe do Juizado da Infância e da Juventude e não pode envolver pagamento em dinheiro.

Essas são as novidades no Portal em barild e 2015. 

Pai e Mãe De Verdade20150421210806 pai e mae

Este é um livro sobre atitude adotiva e sobre pais e mães de verdade. Seu pressuposto é o de que só nos tornamos pais e mães quando adotamos nossos filhos, tenham eles nascido ou não de nossos ventres. A atitude adotiva é, então, o único caminho para a constituição da filiação de verdade. Verdade que se constitui nos laços da alma, sem os quais famílias tornam-se apenas aglomerados de gente.

Periodicamente aparecem no FaleConosco do Portal estudantes pedindo auxílio para fazer trabalhos de conclusão de curso, teses e outros documentos acadêmicos. Ofereço o pouco auxílio que tenho.
Sempre fico pensando no desperdício de esforço desses estudantes para fazer teses que servirão apenas para produzir notas de um curso e serão lidas apenas por seus professores. Em vez disso, esses estudos poderiam ser algo maior, poderiam dar projeção a seus autores e instituições, poderiam ser úteis a sociedade.
Seguindo esse pensamento, elaborei uma pequena lista de sugestões de projetos que seriam muito úteis, caso alguém os faça. É bem possível que alguns já tenham sido feitos, neste caso avisem, que publicaremos no Portal.

Qual é o endereço da Vara da Infância?

Todo processo de adoção começa na Vara da Infância, ou deveria.

É possível obter informações em muitos lugares, como grupos de apoio, livros, etc. Mas a adoção deveria começar na Vara da Infância. Não deveria começar em redes sociais, hospitais ou escritórios de advogados que possuem “contatos com mães”, sem falar em outros intermediários ainda mais estranhos.

Sempre que a adoção, e a entrega da criança, sai do caminho legal, os riscos aumentam muito para as famílias que adotam ou entregam a criança. Mas quem corre os maiores riscos sempre é a criança. Por isso precisamos colocar a Vara da Infância em todos os processos de adoção e entrega de crianças. Para isso começamos com uma informação simples: o endereço da vara da Infância.

Duas batidas na porta anunciam o visitante. D Rosa abre e encontra um homem, passados dos trinta, alto, magro com uma expressão tensa, ansiosa.
- Dona Rosa? Dona Rosa Figueiredo?
- Sim, mas não sou parente do general - disse rindo.
- ???
- É uma brincadeira. Sim, sou eu, e o senhor é?
- Manoel, Manoel Andrade. Ah, senhora lembra de mim?

Dona Rosa, Professora Estela e Das Dores, a vizinha, estão sentadas na mesa olhando desenhos que Estela trouxe da escola. A tarefa das crianças era desenhar as mães. O exercício tem várias utilidades, de testar o desenvolvimento motor até ver como as crianças enxergam suas mães.
- Veja este - mostra Estela
- Que horror! A mãe dele tem dentes enormes. Muitos dentes. - se espantam Rosa e Das Dores - E o que é isso nas costas?
- Uma barbatana.
- Por queeee?
- Ela é um tubarão.

Não existe um momento certo como regra. Toda ocasião pode ser considerada um momento possível para conversar com a criança sobre sua história e a história da família que a adotou. Muitos pais adotivos falam sobre adoção na frente da criança, mas não falam com ela sobre sua adoção. 

nascereassimtb02Ok, parece clichê dizer que um filho muda a vida gente. Mas é uma verdade que não se pode negar. Mas a partir de quando isso acontece? No meu caso, quando comecei a desejar ser mãe.

A adoção foi o caminho natural que seguimos quando nós descobrimos que queríamos mais um filho do que uma barriga, e portanto não importava de onde ele viesse. O importante era que chegasse para os nossos braços. Cumprimos os trâmites legais preenchendo os papéis da Vara de Infância e entrando na fila do Cadastro Nacional de Adoção. Começava aí uma outra espera que nós chamamos, carinhosamente, de “gravidez da adoção”.

Na pequena sala da casa o silêncio é desagradável. Em volta da mesa estão três mulheres. A mais nova, Keyla, mal chega aos 15, talvez 14. Está grávida e sua expressão é de raiva. Ao seu lado está Valdirene, uma versão mais velha de Keyla. Do outro lado da mesa está Dona Rosa.
- Milha filha, pensa melhor, isso …- fala Valdirenes.
- Eu não sou filha sua, eu não tenho mãe. Meu filho vai ter. - Keyla responde sem tirar os olhos de Rosa, que está a sua frente.

A reflexão tem como ponto de partida a leitura do livro Tempo de Espera – como vivem as crianças, o casal e os trabalhadores sociais à espera da adoção, de Antonio D’Andrea.

O autor nos leva a um caminhar reflexivo tendo como interlocutora a pequena Martina, de apenas 6 anos de idade. Inquieta e cheia de vida, Martina nos remete a lugares antes visitados sem muita atenção... e nos mostra toda a ansiedade, alegria e temor que eles podem nos causar.

tarzanTarzan chegou a ser chamado de senhor dos macacos. Mas ele não nasceu lá, e demorou a ser aceito naquela comunidade, por ser diferente e adotado. Foi sua determinação e o amor, adotivo, de sua mãe, Kala, que mudaram seu destino.

Um tipo de ocorrência que tem se transformado em lugar comum, mas que continua gerando incontida comoção popular, é o abandono de recém-nascidos pelo país afora. As razões e as circunstâncias são as mais variadas, sofridas e impactantes possíveis. 

- Foi naquele momento que eu soube que ela era minha filha. Eu estava na escola, vendo a apresentação do dia dos pais, e ela acenou pra mim. De repente eu estava chorando.
Essa declaração foi a primeira do grupo. O tema, segundo a coordenadora, era o “momento perfeito”, aquele em que a mãe ou o pai sentiu que o filho adotado era realmente seu filho.

worf2

Worf, ou Tenente Worf como é conhecido, atuou em vários importantes momento da Frota estelar, incluindo batalhas contra os Borgs e os conflitos da Estação 9. É o caso mais famoso de adoção inter racial, neste caso, pais terráqueos e filho kinglon.

 

O Cadastro Nacional de Adoção deve ser alimentado com os perfis das crianças já aptas para adoção, ou seja, crianças já destituídas do poder familiar, e dos habilitados à adotar.
Assim, crianças e adolescentes que não tenham ainda sido destituídos não constarão do CNA como aptas à adoção.

VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE DO DISTRITO FEDERAL,

Adotar é um desafio porque relacionar-se é sempre um desafio. Temos que acolher, aceitar o outro em sua integridade, com sua beleza e originalidade, mas, também com suas dificuldades e limitações. Esse amor incondicional, alguns dizem que só mesmo Deus é capaz de dar. A maioria de nós mortais tem dificuldade para amar incondicionalmente, sem medo e sem exigências.

Desculpe, Dona Rosa. Eu tentei. Ele também tentou. Acho que ele tentou mais do que eu, me ajudou, mas não deu, não vai dar. Eu não quero ser a mãe dele. Não é que ele tenha feito alguma coisa, ele não fez. Aprontou uma confusão na escola e outra na casa da minha mãe, mas não foi isso. Eu não nasci pra ser mãe. Não dele nem de ninguém.

Duas crianças. Uma menina de 8 e um garoto menor de 5.
- Eles tem piscina? - pergunta o menino.
- Não.
- Então não quero ir.
A menina está arrumando uma boneca, os poucos fios de cabelo, que estão apenas do lado direito da cabeça.
- Eles tem casa, vão cuidar da gente.
- Mas não tem piscina.
- Não - responde ela de costas para o irmão.
Continua arrumando os cabelos da boneca, tenta cobrir a cabeça. Não consegue.
- Eu vou.

01 Steve-Jobs full

Steve Paul Jobs nasceu em São Francisco, filho de Joanne e Abdulfattah. Ela era filha de alemães católicos, enquanto ele era membro de uma proeminente família síria proprietária de poços de petróleo, empresas e propriedades agrícolas. Ambas as famílias não gostavam do relacionamento do casal. Quando Jeanne descobriu que estava grávida, o casal ficou muito assustado. Assumiram o bebê mas as famílias eram contra o casamento, e recomendaram que o bebê fosse dado para a adoção. Mesmo com sérios problemas de saúde, Jeanne pensava no futuro do bebê, e exigiu que seu filho fosse adotado por um casal com pós-graduação universitária, pois queria um futuro brilhante para ele. Inicialmente, o bebê seria adotado por um advogado e sua esposa que acabaram desistindo da adoção após o parto, pois queriam uma menina.

- O Serginho é adotado?? - diz Pedrinho, surpreso.

- Sim, ele é. Você nunca reparou como ele é diferente dos pais? - pergunta o pai.

A mãe do Serginho era do tipo atlético: academia, maratonas, conversa fazendo alongamentos. O pai é mais tranquilo, meio bonachão. Ambos tem pouco menos de 30 e de um branco louro quase norueguês, pouco comum no Rio de Janeiro. Serginho é o que chamamos de moreno, bem moreno.

- Hummm … não. Crianças são diferentes. - e esquece do pai e do mundo, vidrado no video game.

 

superhomem rosto

De todas as histórias de adoção, nenhuma é tão famosa quanto a do garoto enviado de outro mundo e achado por um casal já idoso. Mesmo assustados com um foguete no meio do campo eles decidem cuidar do pequeno bebê que está dentro dele. Eles decidem ser responsáveis que aquela pequena vida, que eles não sabiam viria a ser o super homem.

  

Normalmente o consultório do Pediatra é o local onde os pais despejam todas as suas inseguranças e dúvidas acerca da saúde e do comportamento de seus filhos. Por isso, a importância de se desvendar questões que envolvem a adoção de crianças.
 

O Manual de Pediatria nasceu da necessidade de padronização de conduta dos vários serviços de puericultura da Faculdade de Medicina do ABC e não tem outra pretenção a não ser um instrumento rápido de consulta para pediatras e outros profissionais que atuam em consultórios ou ambulatórios de pediatria. As informações nele contidas seguem as determinações da Organização Mundial de Saúde, Ministério de Saúde e Sociedade de Pediatria. O volume foi escrito por professores da Faculdade de Medicina com a participação de profissionais de outras áreas de conhecimento, sendo publicado com apoio da Nestlé Nutrition em conformidade com a lei 11.265 de 3 de janeiro de 2006.

O texto a seguir faz parte desse manual.

 

Dona Rosa está chegando a sua casa quando vê Das Dores. Sua vizinha está na janela com uma cara que Rosa já conhece. Na varanda da casa de Rosa, no canto encima de um pequeno banco, está seu orgulho, a maior samambaia chorona do bairro. Hoje a samambaia está ainda maior, acrescida de uns cachos de cabelos castanhos que não param de mexer. Rosa vê e fala:
- Se alguma coisa acontecer a minha samambaia, eu corto seus cabelos e planto no lugar da samambaia. 
A samambaia para.
- Quer uns biscoitos?
Silêncio. 
- Quer um suco de limão? 
Mais silêncio. 
- Minha casa não é buraco pra tatu ficar se escondendo. Ou entra ou deixa minha samambaia em paz. 

O que parece uma pergunta inocente para qualquer um, para alguns pais é a dor do dedo na ferida. Conferir a paternidade dealguém, mais que invasão à privacidade, pode representar o constrangimento de tocar num assunto delicado e o enxerido arrisca-se a ouvir uma resposta malcriada.

Pais adotivos, por exemplo, odeiam essa pergunta. Presenciei muitas queixas e ouvi as mais variadas respostas possíveis para essa simples pergunta nas várias atividades ligadas à adoção em que me envolvi nos últimos anos e no meu círculo de amigos – também pais adotivos. Aliás, eu mesma estive nesse lugar de ver contestada minha maternidade, não só em relação a meu filho adotivo, mas também ao caçula, gerado por mim.